2 de junho de 2010

Manipulação de sons nos filmes atiçam o medo nos espectadores

Psicose um filme muito perturbador!

Sons dissonantes (que causam impressão desagradável ao ouvido) usados para criar tensão em filmes de terror são eficientes porque imitam aqueles feitos por animais selvagens em momentos de estresse, revelaram pesquisadores.

Segundo os pesquisadores, os sons “não-lineares”, geralmente criados por metais e instrumentos de sopro além de sua escala natural, são tocados de forma pesada e exploram a aversão natural do cérebro por sons que sinalizam medo ou angústia, revelou o jornal inglês The Guardian nesta segunda-feira( 31).

Daniel Blumstein, que chefiou a pesquisa da Universidade da Califórnia, diz que os compositores de trilhas sonoras usam esses sons para aumentar o impacto emocional nos filmes.

- Mudanças inesperadas na frequência estão associadas com cenas tristes e dramáticas. O ruído é associado com o terror e com o medo.

Segundo Blumstein, esses sons tocam “em nosso medo primitivo, que é compartilhado com outros mamíferos e aves; eles nos apavoram, mas também dão em medo em outros animais”.

Os pesquisadores examinaram trechos de 30 segundos de mais de cem filmes, incluindo cenas famosas como a do chuveiro em Psicose e a cena de execução de À Espera de um Milagre. Primeiro, eles estudaram quatro gêneros – aventura, terror, drama e guerra – mas descobriram que os ruídos ásperos só eram encontrados em trilhas sonoras de filmes de terror e, às vezes, em dramas.

Outros filmes em que foram usados sons não-lineares foram a versão de 1933 de King Kong, em que os ruídos de animais foram manipulados por diferentes sons desafinados e timbres para criar uma trilha sonora enervante, e Os Pássaros, de Alfred Hitchcock, em que um instrumento eletrônico chamado trautônio foi usado para criar uma “linguagem” de pássaros aterradora.

Ao invés de um teclado, o trautônio é feito de um fio resistor sobre uma placa de metal que é pressionada para gerar um som.
fonte:r7