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Mostrando postagens com o rótulo Críticas

Crítica | Morto Não Fala (2019) - Um turbilhão de angústias em uma das melhores experiências do terror nacional nos últimos anos

Um platonista noturno do IML, enigmático, capaz de conversar com os mortos que estão à sua volta nas macas frias. A trama nos apresenta a Stênio, um homem desajeitado, de semblante cansado devido ao trabalho duro dentro do necrotério, que ao chegar em casa, tem que enfrentar as murmurações da mulher, Odete, mãe de seus dois filhos. Ela o culpa por não ter mudado de vida, o despreza e reclama do cheiro de morte entranhado em suas roupas. Numa dessas ocorrências, a vida de Stênio muda, mas para pior. Ele acaba tendo que lidar com situações inesperadas. Se eu contar o que presenciei, além dos corpos expostos com uma realidade impressionante, estragarei sua experiência, mas cabe a mim, dizer que o longa é impecável dentro da sua proposta. Reprodução: IMDB A direção fica a cargo de Denisson Ramalho que consegue conduzir a trama com maestria. Os ângulos escolhidos, como o dutch angle que é usado para dar a sensação de desinstabilidade. Os enquadramentos fechados que nos faz senti...

Crítica | IT- A Coisa (2017) - Uma das melhores adaptações recentes do mestre Stephen King

Reprodução: IMDB IT- A Coisa é mais uma das adaptações do escritor Stephen King, o mestre do terror. Essa é a segunda adaptação do livro de mais de 1000 páginas que foi publicado em 1986, tendo uma minissérie e posteriormente um telefilme exibidos na década de 90, onde o palhaço Pennywise foi interpretado por Tim  Curry (Todo Mundo Em Pânico 2). A história se passa na pacata cidade de Derry no Maine, onde um grupo de adolescentes conhecidos como o “ Clube dos Perdedores ” precisam enfrentar de tempos em tempos uma criatura maligna personificada na forma de um palhaço conhecido como Pennywise. O filme tem o roteiro de Cary Fukunaga (Sin Nombre) e a direção do argentino Andy Muschiett (Mama), que trabalha muito bem a amizade, companheirismo, descoberta, aceitação e enfrentamento; que são os elementos primordiais do filme, tendo como ambientação o terror causado pelo palhaço. Durante o longa, sentimos a constante evocação de obras como: Conta Comigo , Os Goonies , Club...

Crítica | La Jetée (1962) - Uma visão reflexiva sobre as memórias o amor e a morte

Reprodução: IMDB E se pudéssemos vislumbrar o dia da nossa morte? Se por um instante, essa imagem fixasse em nossa mente a ponto de nos confundir e nos fazer apaixonar por esse relance tão trágico em seu final, nós nos entregaríamos a esse retrato tão bem delineado coexistente com a vida? Em La Jetée, a morte é personificada na paixão feroz, de um homem por uma mulher ( Hélène Chatelain ), uma mulher que nada mais é do que a figura de si mesmo capturada durante sua infância. Uma imagem perturbadora cujo seu significado seria descoberto por ele algum tempo mais tarde de uma forma visceral e cruel. Logo nos primeiros minutos, o filme nos faz refletir acerca das nossas memórias, até que ponto podemos confiar nelas? Memórias tão fragmentadas, uma vez que o tempo passa, tornando as lembranças, anteriormente claras, agora, turvas, podendo nos pregar peças. Não é difícil deixar se de identificar com o homem do aeroporto, pois ele facilmente pode ser o espectador com suas próp...

Crítica | Capitã Marvel (2019) - Um bom filme de origem com elementos de MIB e Superman

Capitã em todo seu poder- reprodução: IMDB Capitã Marvel traz o peso de ser a primeira heroína do UCM a ganhar filme solo. O longa não apenas abre caminhos para a personagem nos próximos capítulos do panteão de heróis, como também entrega algumas respostas que estiveram em aberto sobre alguns personagens de histórias anteriores. Na história, acompanhamos a ex-pilota das forças aéreas americanas, Carol Danvers , tentando recuperar suas memórias perdidas, e nesse meio tempo, ela se vê presa em uma guerra alienígena entre duas raças e descobrindo os poderes que a tornará a mais poderosa de todo o universo. O filme inicia com uma homenagem muito singela e bonita ao criador dos heróis da Marvel, o eterno Stan Lee , emocionando os fãs. Mas o longa não é somente homenagem, ele deve nos presentear com história e ação. É importante salientar que eu não acompanho as histórias em quadrinhos e só conheço sobre a Marvel nos cinemas, por isso a análise será puramente fílmica e não comparaç...

Crítica | Encontros e Desencontros (2003) - Bob e Charlotte constroem uma amizade em meio ao vazio e o tédio de suas vidas

Bill Murray (Bob Harris) Reprodução: IMDB Originalmente intitulado  Lost In Translation  (Perdido Na Tradução), fazendo alusão a uma expressão americana, em que, mesmo onde uma palavra seja traduzida corretamente, ainda assim, alguma coisa perde-se do contexto da frase, o que dialoga diretamente com a história dos personagens de Encontros e Desencontros. Escrito e dirigido por  Sofia Coppola  (filha de Francis Ford Coppola), o longa gira em torno da vida de Bob Harris ( Bill Murray ), um ator de meia idade que viaja à Tóquio para gravar um comercial de Uísque no valor de 2 milhões de dólares, entretanto, dinheiro não é sinônimo de felicidade, visto que, seu casamento de 25 anos está em crise, e as conversas com a esposa resumem-se em poucas palavras acerca da reforma da casa em que vivem e sobre montagem de móveis. Enquanto Charlotte faz a esposa modelo, ( Scarlett Johansson ) acompanhando seu marido que está em Tóquio trabalhando como fotógrafo, e vive demas...

Crítica | Os Estranhos: Caçada Noturna (2018) - O filme é basicamente uma homenagem aos clássicos dos anos 70/80

Os Psicopatas Mascarados- Reprodução: IMDB Dez anos se passaram desde a estréia de Os Estranhos , filme onde um casal é perseguido por psicopatas mascarados durante toda uma madrugada, em uma atmosfera de suspense e tensão crescente. Em contrapartida, Os Estranhos: Caçada Noturna , a aguardada sequência pelos fãs, não foi mais do que uma homenagem a filmes clássicos da década de 70 e 80. O primeiro filme dirigido por Bryan Bertino (roteirista e produtor executivo da sequência) consegue envolver apesar do ritmo desacelerado, mas em Caçada Noturna parece que os personagens estão andando em círculos, e mesmo com uma duração curta semelhante ao primeiro, dá a impressão de um filme mais longo devido ao roteiro desonesto. A trama acompanha uma família prestes a fazer uma última viagem para um parque de trailers de parentes da família, onde logo depois os pais irão mandar a filha adolescente problemática para um colégio interno. Mas a viagem que deveria ser divertida e ref...